O capitão da Seleção Inglesa, Harry Kane, foi alvo de uma crítica direta e contundente de um de seus antecessores icônicos. Michael Owen, ex-atacante do Liverpool e da Inglaterra, classificou a decisão de Kane de deixar o Tottenham Hotspur e assinar com o Bayern Munich há dois anos como uma atitude “louca” (“nuts”). A declaração foi feita durante uma entrevista concedida a outro lenda do futebol inglês, Rio Ferdinand, gerando um grande rebuliço na imprensa esportiva.
Questionado sobre as opiniões de Owen, Harry Kane não revidou com agressividade ou desrespeito. Pelo contrário, optou por uma abordagem extremamente diplomática e madura. “Eu ouvi. Todos têm direito à sua opinião”, começou dizendo o artilheiro. Ele demonstrou respeito pela trajetória do colega: “Obviamente, ele é um grande da Premier League e um grande da Inglaterra também, então vou respeitá-lo como pessoa”.

No entanto, Kane foi firme ao defender a singularidade de cada jornada. Sua réplica vai ao cerne da discussão sobre as diferentes ambições que um jogador pode ter. “Mas, no final das contas, como ele deve saber, a carreira de cada um é diferente — as decisões e motivações de cada um são diferentes”. Com esta frase, Kane reafirmou que sua escolha pelo Bayern Munich foi movida por critérios pessoais que vão muito além da simples perseguição de um recorde individual.
A motivação principal de Kane, como ele mesmo já deixou claro em outras ocasiões, sempre foi competir e vencer os maiores títulos do futebol europeu. A mudança para o Bayern Munich, um clube com uma cultura vencedora ingrained e uma presença constante nas fases decisivas da Liga dos Campeões, foi um passo estratégico para colocar-se “no mais alto nível” de competição. A decisão foi sobre levantar taças e desafiar-se em um novo cenário, uma ambição tão válida quanto a de quebrar recordes históricos na Premier League. A resposta de Kane encerra o assunto com classe, sem invalidar a opinião de Owen, mas reafirmando a propriedade de suas próprias escolhas.